terça-feira, fevereiro 27, 2007


TERRRA DA LÂMPADA

O CÁLICE AMARGO DO QUOTIDIANO …



Tempo triste, sem aquecer a alma; capaz de desalentar «um» ainda «quase vivo».


A pasmaceira onde vamos, dia a dia ,exaurindo o tempo que nos resta, continua .Na mesma .Chata. Não se vive. Deambula-se nos dias, por entre as veredas de num verdadeiro cemitério de tristezas . O mundo absurdo em que mergulhámos, desacredita-nos e denuncia-nos.

Desacredita-nos como comunidade de direitos. Denuncia-nos como rebanho resignado sem a mais ténue intenção de disponibilidade para mudar. Não ensaiamos, sequer, um passo para além de um quotidiano sem esperança.

Já nos não seduz, e muito menos, inquieta, a aventura .Já nos não desafiam as lonjuras; e já nem damos que nos tenham «calçado» o cabresto.

O comodismo, corrói-nos; dantes agarrava-mo –nos ao desespero de querer ser ; hoje agarramo-nos com unhas e dentes, a não querer ser, de maneira nenhuma .

Vencido, mas não convencido, largo uma guerra e preparo-me logo para outra.
Alimento-me desta inquietação. Se for derrotado a meio da subida da montanha, é lá que fico : nunca cá em baixo a olhar para a montanha, a pensar que a mesma é inacessível. Nem que seja a acalentar a fantasia, quando descorçoo da realidade.

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E, entretanto o «furúnculo do iletrismo» cresce …cresce …medonho …qual esfacelo putredínio .Pintada da antiga «pomada preta» que se fazia nas boticas para as pústulas, talvez rebentasse
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Ouvi há pouco que uma Câmara do interior subsidia os medicamentos dos idosos .

Afinal o mundo não é tão mal como imagino.

Aqui (T.L.), ao contrário, subsidiam –se ..coisas inúteis. Parvas. Espectáculos menores e degradantes.

Socialmente a Câmara é um zero absoluto. Do tamanho do raio da terra !

Para lá da edificação de abortos arquitectónicos,não lhe sobra uma única ideia do que deveria –e poderia - ser uma Câmara interventora ,dinâmica, útil .Com rosto; e não com esgares imbecis.

Não consigo vislumbrar nada para lá desse interessado conluio com o despesismo tolo ;não vislumbro ideia que a valha ,intenção que a justifique ,preocupação que aglutine .Tudo o que poderia ser acção ,resume-se a prática de mestre de obras do urbano. E mesmo aqui, desastrado na acção e intenção.

O mundo social que estes indivíduos entendem, é um esgoto da sociedade em que afirmam viver .É a construção de um mundo sem folhas, desagasalhado .

Capaz de destruir em cada um de nós alguma esperança que ainda sobre!

ALADINO