terça-feira, outubro 31, 2006

JÁ SE AGUÇAM OS DENTES ….À ESPERA DOS DESPOJOS …



O «Diário de Aveiro » de hoje citava-me acerca de uma afirmação recolhida na Palestra que fui fazer a Aveiro, no passado dia 26.

Retirada a citação de um conjunto de apreciações que então proferi ,entendo conveniente integrá-la (agora) numa informação mais lata .

Vamos pois a isso.


Fui desafiado para proferir a referida palestra ,sem tema obrigatório ,muito embora recomendando-se ser interessante fazer uma análise da importância da actividade salífera no passado , daí retirando uma projecção para o novo desafio :QUE FUTURO?

Lá me apresentei perante vasto auditório (para cima das duas centenas !) e onde estariam os Homenageados Drs Jorge Sampaio e Carlos Tavares .Devo dizer que fazer uma palestra é como que dar uma aula :se se sabe a matéria ,depende só da nossa habilidade em interessar os «alunos» .Por isso é-me indiferente quem esteja na plateia ,preocupando-me ,só e apenas, comigo .E pelo acerto .

Devo dizer que correu muito bem .E no final o entusiasmo de tantos (totalmente ) desconhecidos –e por isso não obrigados à circunstância –em quererem saber mais ,agradou-me .Missão cumprida, julgo .


Quanto à matéria :- aprofundei e procurei dar a dimensão (possível na circunstância) da actividade do homem em humanizar a paisagem com que se deparou ,quando por aqui chegou cerca do Sec. X , entregando –se a exsudado mourejo para desencantar da água lagunar, a flor do Sal .Aqui «O Homem» foi o sujeito da reacção suprema sobre a natureza em bulício esfalfante sob a lestada vinda lá da serra , que lhe ressumava o rosto coberto por bagas de suor

E, passo a passo, lá fui intercalando a dimensão da epopeia salina com números significativos que a traduzissem .Números expressivos , inquietantes que demonstram à saciedade ter sido esta ,durante X Séculos ,a actividade que esteve na base de todo o desenvolvimento sustentado da região .
E que lhe conferiria os «tiques Mercantis» (que Aveiro) assumiu a partir do Sec XIV e que também enformaria as suas gentes no hábito salutar da Liberdade ,bandeira que até há pouco desfraldou e lhe conferiu o titulo de « Berço da Liberdade» .

Chegado ao ponto de viragem (Séc XX) ,INQUIRI :E AGORA …QUE DESAFIO?...










É evidente que para este novo desafio existem bases esperançosas que permitem antevê-lo com optimismo :O Saber (U.A ) ,as Novas Tecnologias (Sociedade da Informação ), vieram trazer um novo «tique» a Aveiro e á sua Região .

Mas ….e ainda …

A Laguna ainda aí está .Pronta para ser útil, se a não matarem.

Só para se ter uma ideia da sua importância económica citei então os Sete Milhões de Euros resultantes da pesca artesanal , que, segundo estimativas representam apenas 30% do real .O restante passa pela porta do Cavalo …Hoje, o Diário de Aveiro cruzando outras fontes não só confirma o que então disse ,como amplia os meus dados (colhidos junto de fonte idónea)

E claro o seu potencial como futuro e incomensurável pólo de interesse turístico ,de lazer ,é inquestionável .E aí está à espera para proporcionar uma qualidade de vida inigualável .

Será?!

Sim ,se não se fizerem disparates .Há dentes afiados ,cada uma delas lambendo os beiços á espera da hora de partida para o seu retalho .
A Laguna necessita de uma gestão integrada , descentralizada ,livre dos poderes locais ,que permita satisfazer as necessidades da actividade portuária (desafio de maior importância ) mas as conjugue com medidas de sustentabilidade da sua área interior ,numa gestão eficiente que defenda a todo o custo o seu equilíbrio .Um novo Organismo; ,novo nas ideias e responsabilidades. Novo de cima abaixo .


No final um dos promotores veio ter comigo dizendo-me : ainda bem que «ELE» faltou ao convite .Porque senão já estava a pensar que o eng. se estava a referir ao «Projecto Imobiliário da Barra ….»

-E é que estava mesmo –respondi: a esse e a todas as outras loucuras que se equacionam (já )enquanto o poder central não cede


ÍLHAVO -TERRA DA LAMPADA

ALADINO