terça-feira, outubro 10, 2006

FREIO NOS DENTES E RÉDEA CURTA …


Anda para aí escaramuça séria…


Os autarcas estão safados contra o Governo que lhe quer tolher a liberdade de se endividarem à tripa forra .E como «caceteiros» ..tau..tau ..batem curto e forte…

Até entendo que o Governo deveria descentralizar e dar muitas mais tarefas e encargos aos autarcas que estão mais próximo das populações e ,por isso, mais atentos às suas carências .O Poder autárquico é a base de um sistema democrático a sério .Mas…

O poder autárquico não deve ser uma feira de vaidades tontas e pacóvias , mas criador e inventivo na procura de soluções adaptadas a cada realidade .Ora, o que vemos, é por norma o contrário. ..

Transforma-se quase que obsessivamente – exclusivamente - em mestre de obras ; equipamentos faraónicos , rotundas semeadas« à la carte», centros culturais com pompa mas sem circunstância que fariam corar de vergonha o« promotor imobiliário» das Pirâmides de Gizé. Faz e desmancha –volta a fazer- à custa dos anéis – e mesmo dos dedos – que hipoteca aos patos bravos , permitindo-lhes todos os desmandos ; dando-lhes acesso à porta por onde entra a sanha destruidora da qualidade de vida do cidadão .E fazem-no todos, do mesmo modo ; por isso cada vez há mais autarcas metidos no pantanal da corrupção .E a procissão ainda não saiu do adro …Faz bem o Presidente da República ao reclamar mão dura para os que, eleitos , bem depressa apanham tiques de licenciosidade ética ,moral e material.

Gasta-se á tripa forra : editam-se papéis , folhetos ,propaganda de brochura dourada mais apropriada para« Os Lusíadas» do que para conter as pacovices saloias do culto da personalidade em orgásmico regalo de vaidade pessoal; onde o que importa é inserir o maior número de fotografias do «eleito» -de frente, de lado ,de traseiras, rindo, sorrindo ou gargalhando –não sabemos se do engano de querer parecer o que não é- pois quem quer fazer o futuro não o exibe ,fá-lo ! .
Plantam-se rotundas espalhadas por tudo quanto é canto : - se um «fez»… eu vou fazer muitas mais … parece ser o desígnio. Trombeteia-se com estridência comprada na comunicação social -com o nosso dinheiro ! - méritos das (suas) obras que dizem ter granjeado na estranja, famosos e imortais prémios; afinal, todos o sabemos , obtidos a troco de uns miseráveis euros pagos (com o nosso dinheiro) a agências de vigarice instituída, que diariamente ,via S.M.S, no-los oferecem. Prémios á escolha do freguês: de MEIJINHOS ou da MERDALEJA ,o selo real atesta-o.
O que apelidam de obras é um despautério de gastos tolos, sem sentido na maior das vezes.
Pretendem tornar ilimitável a capacidade de endividarem as suas autarquias .Pudera!- os outros que vierem que apaguem a luz
Gastam-se loucuras em equipamentos para não se saber, depois, o que fazer com eles ;até parece que para se ser culto, não é ler …o que é preciso é ter uma biblioteca .O que importa é a capa , não o conteúdo .Fazer grande …muito grande …enormeeee! …ser o maioooor a gastar; mais por metro quadrado.
Edificando gaiolas douradas envidraçadas, mesmo que ainda nem se tenha passarinho para meter lá dentro. Mas que terá - terá de ter! - sumptuoso palco para o papagaio. .Isso é-lhes fundamental para a exibição da sua retórica balofa, substituindo o que deveriam ser, expectáveis e sábias, palavras .
A demagogia inunda-os; falam dum « futuro que ficcionam» na sua desbragada moganguice. São os títeres do presente que sonham prolongar-se nesse futuro ao qual, podem estar certos, não irão pertencer.

Ora , a tal gentalha -libera me Domine -, não é muito conveniente dar-lhe rédea solta . E por isso acho que no presente momento não estão reunidas condições para generalizar o laçar da rédea. Até lá …rédea curta ; freio nos gastos…moderem lá os gastos senão o «burrinho» não «auguenta»…
Endividamento, só e quando justificado para fins do cumprimento de necessidades fundamentais, onde se incluem as de carácter social e de solidariedade universal.
Até porque há muito – quase tudo – para fazer; mais pela imaginação do que pelo dinheiro mal gasto .E se já é mal gastar o nosso, absurdo é dissipar o que é dos outros .Porque então temer o controle?

Ao governo que resta fazer ?

À CÔA!...À CÔA!...

ALADINO.