segunda-feira, outubro 16, 2006

ACRESCENTO UMAS NÓTULAS…


Cumpriu-se…

A Evocação do Prof Guilhermino concretizou-se; naturalmente que estou muito satisfeito.

Quase tudo correu como desejava .A saber :


1- Julgo ter sido passada a mensagem da importância da Evocação .Muito diferente de uma homenagem ; estas às vezes são perigosas ,e até , perversas .Usam-se meios par atingir fins nem sempre de acordo com o que de mais relevante e seguro teve a personagem objecto da dita .Corre-se mesmo o risco de a abastardar.
No caso , o propósito era recuperar o sentido da vida do Professor e indicar caminhos de identificação colectiva .Julgo cumprido o desiderato.

2- A palestra do Dr Malaquias -se bem compreendida - foi uma chamada de atenção para a ilustríssima pleia de «ílhavos » que nos honraram, e que nós, talvez, tenhamos esquecido e pouco valorizado, olvidando-os depressa demais . Num tom simples, em explanação de uma inteligente urdidura – só ao alcance de uns poucos – o dr Malaquias trouxe-nos um imaginário que deve ter deixado espantados muitos dos presentes .Que bom seria se o exemplo fosse seguido e nos fosse dado o prazer de trazer até nós tantos dos filhos ilustre desta terra que – por nossa culpa –andam por aí tão perto mas tão longe do nosso convívio ,só porque alguns temem comparações .
3- Por falar em tal ...
Há tempos um desses «ílhavos» de referência – emigrado lá para Lisboa mas com o imaginário da sua meninice e juventude bem presos na terra que lhe serviu de berço –mostrou-me um trabalho seu, a todos os títulos notável. Espantoso !, pois para além da beleza das imagens contém uma «estória» - uma fábula –que põe a nu muito do que ainda teimamos em não assumir relativamente a um passado ainda (bem )recente .

E espante-se !.. versava o tema «Bacalhau»
O que – julgava eu - ,só por si seria o bastante para acolhimento .Dei-lhe a opinião que o trabalho era tão bom que recusava a ideia de que o mesmo fosse apenas remetido para grupo restrito .E eu que nada peço para mim ,dei comigo a forçar uma «apresentação» a quem julgava o iria acolher –mais do que acolher ,pensava , o iria prender - e rapidamente o colocar – remetê-lo -para apreciação dos conterrâneos ,em local apropriado ,naturalmente condigno .

Para meu espanto - soube-o ontem - o meu amigo e conterrâneo recebeu a informação “ que por este ano não havia espaço nem tempo ,e para o ano seria muito difícil dada a sobrecarga do programa.. .mas …”.

XIÇA ! é demais .Que mo façam a mim vá que não vá que me estou marimbando para os peralvilhos.

Mas aos outros …Tanta bastardia fede …

«AHG'ANDATERRA »!... com «amigos »destes …bendito seja o teu arcaboiço .
«G'ANDA MADRASTA» … vêm os enteados e dás –lhes fraque e sapatos de verniz .Aos teus vais –lhes dando uma fraldilha ….
Sem duvida : estamos puídos.. .
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Vamos, apesar da revolta, condescendendo com esta trupe .De transigência em transigência parece termos caído na inevitabilidade de nos deixarmos «poluir »
Bem tento por a mão ao remo .Mas que posso eu (?!)… quando o ardor da juventude se começa a desvanecer perante a torrente que me puxa para o mar sem fim em que inevitavelmente me perderei.

4- Voltando ao Professor .Correu tudo, bem .
O Illiabum recebeu o reconhecimento das outras Associações ,que desde logo se disponibilizaram a colaborar e abraçar a ideia .E meteu ao bolso uma ajudita para começar, de novo, o caminho .

Correu tudo bem?...Nem tudo :

a)- Não me passava pela cabeça as palavras amáveis e imerecidas do Guilherme .Se o tivesse pressentido pedia-Lhe que o não fizesse , para lá de nós: os dois .Está feito.
As pessoas que as ouviram –porque me conhecem e sabem que as não mereço –certamente que lhes deram o grande desconto da amizade que vem do tempo dos calções ,reduzindo-as ao real.O que fiz foi tudo produto de uma terrivel e constante inquietação .De que não há maneira de me «libertar».

E….,
b) – também não entendo –palavra que não entendo –a ausência ,ontem claramente exibida –mais do que devia - dos «Amigos do Museu» .Então vá lá entender-se a indiferença por quem foi um dos maiores obreiros daquela casa fundador desses grupo de «Amigos».
XIÇA…que eu sou como a «Tia Vé» ; não tenho nem por sombras a diplomacia do Professor Guilhermino …Ainda o Dr Malaquias ficou escandalizado pela minha recordação. Oh Doutor!..aquilo era o grande elogio que eu podia fazer à minha tia porquem tinha -e tenho-uma verdadeira devoção,e orgulho ; o que falta hoje são mulheres daquelas .Para certas distracções não há melhor remédio para o avivar da memória frouxa..
Antes me queria ver na guerra com a «TIA VÉ» …do que com cem destes fraldocos.
As costas, com ELA estavam bem guardadas . «O Toirega» só porque o ousou, quando A viu de machado em punho escaqueirar a porta do tugúrio onde se tinha refugiado ,urinou-se de medo …
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O significado dos actos humanos vai muito para além das presenças ou ausências; eu sei-o. Mas há casos em que mesmo com receio da «pestilência»,não deveríamos mostrar tão às claras os nossos medos .
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5- Hoje vieram-me dizer que um «castrado» teria afirmado no Largo :"Mas afinal deixaram-no subir ao palco do Museu !...Ainda há-de dizer mal do …".
Esta santa terrinha tornou-se o paraíso da sandice …
Sorri-me e lá voltei a lembrar-me da minha Mãe “ O que é preciso é que nunca digam :- Olha !...coitado…”
Palco ?! o que é isso.. .Mas então já não me chega «o da vida»? .É que nesse, enquanto posso, mando eu .E é nesse - e só nesse - que gosto de representar .Sem máscara…


5- Perguntaram-me o que é isso do «individualismo», contra o qual passei uma vida a perorar.
Expliquei…
Olha ! conheço pipas de conterrâneos que se pudessem eram os únicos habitantes da sua rua; e se possível ,eram os únicos associados do Clube onde estão ;e se os deixassem, até eram os únicos habitantes da sua terra !..”.



ALADINO