quinta-feira, setembro 29, 2005

TEREI ESTADO ERRADO?

SE ESTIVE ,VOU CONTINUAR A ESTAR…. PACIÊNCIA…



Por vezes assalta-me a ideia de que fui eu, que estive errado. E os fantasmas parecem divertir-se ao meu lado, trazendo ao palco todos os momentos que entortei o caminho para me distanciar dos outros, fazendo um estardalhaço no meu espitito , como se fossem« gambuzinos» esvoaçando, atormentando-me pela dúvida.

E mesmo com eles a zangalharem-me , sinto que não era (nem sou ,nem quero ser!) capaz de mudar.

Forcei-me a uma tarefa em que procurei acima de tudo ser coerente. Bati-me por amizades que não valiam o levantar um dedo ,quanto mais um estado de alma; defendi ideia e ou ideologias que se foram desajustando à medida que a vida avançava e, que hoje, não aguentariam o embate de uma discussão. Procurei alertar espíritos empedernidos pelo egoísmo, e deparei com alguns que se riam do meu esforço , chamando-me idealista tonto. Arremeti esforçado ,contra poderes com pé de barro ,mas que no momento, até, pareceram forças tenebrosas, e, enquanto uns a meu lado apenas estrebuchavam dentro de si mesmo-e só isso!- ,ousei pelejar em campo aberto ,sem qualquer cautela, não me preservando , a mim e a alguns sonhos. Onde e quando foi preciso romper :- rasguei !...,não tendo sequer a pachorra de suturar o golpe.
Excessivo ?...sem dúvida …Mas acabada a guerra jamais guardei rancor que durasse.uma jorna.E jamais recorri a perfídia que aviltasse o respeito pelo opositor.

Ao contrário dos camelos que dobram os joelhos para receber a carga ,eu aparei-a sempre em perfeita verticalidade .E que carregos …«santos demónios»…Livra!!!
Lutei ferreamente contra a paisagem humana que nesta terra se desagregou e se tornou anémica, depois de perder as referências, naufragada num mar de incultura . Pretendi atirar-lhe algumas bóias, mas, parece, sem êxito evidente.
Lamento ter encontrado reduzidos companheiros de jorna nessa tarefa, distraídos como estavam consigo próprios. Não os procurei por isso mesmo ,não porque os não quisesse a meu lado.

Tento abstrair da compreensão de ser, às vezes-muitas vezes !...- incompreendido.
Foi a traição de muitos- um crime de faca e alguidar contra o espírito- ,que me manteve sempre (e há-de manter!...)...igual!

Tenho por vezes a sensação de que comecei já a caminhar de costas para a vida que ousei viver ,limitando-me por vezes a olhar fugidiamente para trás. Uma coisa, que fique certa :a minha vida acaba no dia em que perder o« chip» que sempre me manteve erecto. Daí para a frente que ninguém me julgue pelo que já não serei

Quanto ao resto… sorrio-me, quando alguns sonham que já não sou como fui…
Que aguardem.

ALADINO