quarta-feira, fevereiro 02, 2005

O MOMENTO....

DISPARATES E OUTRAS COISAS QUE TAIS…


Este período preocupante onde mergulha a Democracia portuguesa ,está cada vez mais angustiante .

Já ninguém acredita em ninguém e já ninguém parece respeitar ninguèm .
Não sabemos como tudo isto vai terminar . Mais: parece-nos que aqueles que pensam que a questão se resolverá no próximo dia 20 de Fevereiro, estão a ser optimistas em demasia.

Mesmo que o PS tenha a maioria absoluta –e essa será a premissa necessária, mas não suficiente para a governabilidade deste País - ,muito ,ou quase tudo ,haverá depois dessa data ,ainda, para fazer. Anos difíceis aproximam-se…

Mas detenhamo-nos em duas questões do dia:

1- A posição do apoio de Freitas do Amaral ao P.S.

Eu não vejo nada de extraordinário nessa posição de um Homem -que em todas as circunstâncias nos provou ser inteligente -que sobrepõe à tola clubite partidária a racionalidade, e por ela, observe a gravidade do momento e seja assim capaz d e descortinar a tal necessidade que o País nos exige no momento.
Pode (e deve-se) ser infiel ao Partido mas nunca àquilo que acreditamos seja o melhor para o País.
A fidelidade partidária -como toda a fidelidade cega - não pode estar acima do raciocínio ,mesmo quando este possa ser instado pelas emoções .Só um mentecapto põe a sua cor partidária acima da leitura introspectiva da realidade dos factos e toma decisões sem medir as consequências.
Por isso tragicamente os países são conduzidos por essa cegueira, a períodos dolorosos de que a história recolhe farto exemplo.

Um individuo com dois dedos na testa não pode confiar o seu voto , a sua decisão a um desmiolado candidato que se representa a ele e só a ele, e nada mais do que a ELE.
U
m exemplo vivo de até onde pode chegar um Populista convencido , este putativo Santana..


2-O caso do parecer dado ao Sindicato pelo mesmo FREITAS do AMARAL

Diferente é a minha ideia –e por isso nesse ponto não comungo da leveza de raciocínio do mesmo Freitas do Amaral -,no caso do parecer que, como Presidente da Assembleia Geral da C. G. D. deu ,a um Sindicato sobre a vida interna da Instituição. Não sei se pago ou não , para o caso não colhe.

Vejamos :

Ao ocupar o cargo( remunerado) de nomeação de Presidente da Assembleia Geral pelo único accionista da CGD -O Estado - ,Freitas não pode ,a meu ver ,por razões de incompatibilidade ética, subscrever um parecer solicitado por entidade estranha -Um Sindicato - sobre a vida da Instituição .
Claro que em tese o poderia fazer, mas concluído aquele, e sendo da opinião que a decisão do accionista que representava era contra a sua opinião pessoal –e ferida de ilegalidade - deveria de imediato solicitar a sua escusa ao cargo que ocupava.

È evidente que o caso foi inabilmente tratado por Bagão Félix que ultimamente parece querer mostrar “que o rei afinal andava nú” ;flagrantemente um demagogo de treta e meia..

Mete-me alguma pena …

Mas Freitas procedeu dum modo – no minimo - pouco transparente .
Eu obviamente demitia-o….não agora; antes, na altura…

3-Chegámos ao fundo!!!

O nível a que o PSD de Santana Lopes conduziu -deliberadamente por sua exclusiva orientação - o debate politico, não é mais do que a reafirmação de toda a incapacidade de um politico de meia tigela que nem para porteiro do ministério serve quanto mais para Primeiro Ministro
E então para Presidente da Republica ?!...., valha-nos ao menos esse grande
serviço prestado por Durão Barroso, quando ao fugir, nos ter permitido dilucidar
sobre matéria tão importante , a tempo.

Mas devemos tomar este equivoco como um exemplo do perigo de putativos políticos a construir a sua falsa imagem , que embrulhada no lixo nos entra casa adentro por uma Comunicação Social pirómana


ALADINO